sábado, 11 de abril de 2015

Se a MICARANDE estivesse ”viva”, completaria este mês 26 anos de história

Durante várias décadas o uso do trio-elétrico e o carnaval fora de época ficaram restritos às festas acontecidas na Bahia. Somente em 1989, os foliões de Campina Grande, na Paraíba, tiveram a idéia de organizar a Micarande, a primeira micareta organizada fora dos domínios baianos. A partir de então, esse movimento expandiu e passou a formar uma rentável atração turística que movimenta grandes quantidades de dinheiro pelo país afora.

A Micarande, carnaval fora de época da "Rainha da Borborema" que marcou gerações de nossa cidade, foi um evento que em seu auge chegou a rivalizar com o "Maior São João do Mundo". Para se ter uma ideia, o "Fest Verão" de João Pessoa, evento forte de nossa capital, era considerado uma espécie de "prévia" de nosso carnaval, sem querer rivalizar com ninguém, apenas uma observação. 
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A Micarande foi encerrada em 2008, foi perdendo ao longo do tempo seu encanto e não evitou o processo de decadência que já atingia outros carnavais fora de época no Brasil,  principalmente pela perda inexorável da força da axé music, ritmo baiano que ditava as regras do evento.


Sem raízes culturais fortes na cidade, a exemplo do Maior São João do Mundo, a Micarande foi perdendo seu fôlego pela insistência dos organizadores do poder público, pressionados pelos representantes da iniciativa privada, de manter o mesmo formato, sem a introdução de inovações que pudessem revitalizar o evento. Com um sistema de segurança pública frágil e toda uma geração focada em outros ritmos, o retorno da Micarande parece um debate fora de época, literalmente. Esvaziada de público, enfraquecida economicamente e sem mais o apelo popular de seus bons tempos, a festa teve morte natural. Ressuscitá-la seria uma tentativa arriscada em se insistir num erro, mas não podemos esconder que a MIRACARANDE faz falta.

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